28 de setembro de 2009

Parte 19 – Eles estão por toda a parte.


Nas minhas andanças por ai na rua, eu sempre que fico observando a todo o instante, comportamentos e hábitos da vida moderna. É inevitável você não pensar na sua nova condição de vida, pois as ofertas calóricas estão por toda a parte. Voltando outro dia do trabalho, parei o carro em um sinal, e logo veio o garoto falando:

- Tio! Ajuda aí! É só 1 Real cada!

Bom, não se trata de uma questão social, até porque eu sempre ajudo a quem precisa, mas o que você mais vê sendo vendido em sinais de trânsito, são os benditos doces, biscoitos recheados e chocolates, ou seja, opções nada saudáveis, não só para nós, mas como também para as pessoas sem problemas de peso.

Não deixei de gostar de chocolate, mas o fato é que me seguro mesmo para não gastar dinheiro com essas besteiras, pois foram elas que contribuíram muito para o meu infeliz namoro com a obesidade.

A obesidade é uma doença crônica, e de difícil solução, não existe cura, mas existe controle. Esse é o “feeling” que devemos pegar. E eu peguei este sentimento, pois durante anos fui sentenciado e condenado a uma das piores prisões da vida, uma prisão dentro de um corpo que não era meu, ou melhor, até era meu sim, mas não condizente com o meu espírito de garra e de atividade para a vida.

Quando vejo essas coisas perambulando pelo os meus arredores, procuro logo desviar a atenção para outra coisa, pois não posso negar, o prazer de comer um chocolate é muito grande, tanto é que uma vez por semana, eu compro uma barrinha de chocolate diet, mas só para matar a vontade, sei me controlar. Antes era chocolate e mais chocolate todos os dias, era um vício, não quero dar sopa para o azar. Se deixar, posso cair em tentação e acabar ingerindo além da conta.

Mas minha cabeça está trabalhada, eu literalmente faço conta, se ingiro 100 calorias, eu já fico pensando como irei gastá-las, e vejo que as atividades físicas, estão me auxiliando bastante na manutenção do peso. Quero e sei que devo continuar com este pensamento, nunca perder o foco, pois é inegável o prazer que eu tenho hoje em dia, aliás, muito maior do que comer um simples chocolate. Se me tornei um prisioneiro do meu próprio corpo, tenho culpa sim! Fui responsável por tudo, minha família também, pois desde criança eu não tinha freio. Hoje essa responsabilidade está voltada para o estímulo de perda de peso, envolvendo não só o equilíbrio emocional, mais também os aspectos nutricionais.

Ontem foi dia de São Cosme e Damião, e logo quando cheguei ao escritório, já fui vendo os doces na minha frente. Aceitei de um amigo uma bala Juquinha e um quebra – queixo e só, pois os amigos ajudam a controlar, não querendo ser chatos, e sim preocupados com a minha saúde, um deles até falou:

- Olha ai rapaz! Não vai passar mal!

Com o tempo você sabe até onde você pode ir, quer dizer, eu até não sei onde posso ir, pois se tenho vontade de comer um doce, eu praticamente só provo, não quero realizar testes e ver de fato, até onde eu posso ir com os doces, não quero saber mesmo! Eu acabei aceitando o doce, era pequeno e também acho que podemos fazer o nosso social, basta não exagerar, mas já meus amigos... Nossa! Foi doce o dia todo! Eu era assim, e não era só nessas datas festivas, era todo o dia, pois o prazer momentâneo de comer um doce, compensava o arrependimento posterior.

Informações Importantes:

1 pacote de biscoito recheado = 10 pães franceses;

1 lata de refrigerante = 11 colheres de açúcar.

E você ainda vai continuar dando este "lanchinho" para o seu filho?

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