26 de maio de 2010

Parte 35 - Retomada à terapia.

Durante um bom tempo resisti à terapia, sempre falei que estava em pleno equilíbrio, seja com minha nova vida, ou mesmo, com as mudanças que a gastroplastia me proporcionou. Mas parando para pensar, passamos por fases boas e ruins em nossas vidas, e recentemente, posso lhes afirmar, que andei confuso com algumas coisas e acontecimentos da minha vida.

Procurei a terapia por vários motivos, não foi apenas pela gastroplastia, procurei para tentar ser uma pessoa mais equilibrada, tentar expor para alguém de fora, o que ando sentindo, o que ando pensando da minha vida, e que rumo eu quero que ela tome. Por isso, achei que a terapia seria a melhor forma de buscar essas respostas.

Percebi que hoje em dia, a minha história de vida se misturou com a gastroplastia, é como se eu tivesse que passar por isso tudo, que eu estou vivendo atualmente, é como se já tivesse escrito, coisa do destino mesmo. Este universo de mudanças mexe muito comigo, me norteia, às vezes me confunde, enfim, são mudanças que tento absorver diariamente, e entender o significado de cada uma delas.

Voltando a falar de sentimentos, eu afirmo que sempre tive personalidade forte, sempre fui um cara de emoções, e descontava muitas vezes a tristeza, a ociosidade e a alegria, de uma única forma, ou seja, comendo. Hoje não há mais como fazer isso, a válvula de escape é outra, se tornou outra totalmente diferente da anterior, eu desconto escalando, correndo, ou fazendo qualquer coisa que eu tenha gasto calórico, e que resulte numa sensação incrível de bem estar, ao final de cada atividade.

Descobri que preciso melhorar muita coisa dentro de mim, que apesar do homem carinhoso que eu sou, posso ser também grosso algumas vezes.Procurei a terapia para entender essas coisas, pois não se trata só de gastroplastia, terapia é para a vida, para a vida toda! Eu quero muito ser feliz na minha vida, faço de tudo para vencer! Para vencer em todas as esferas e desafios da minha vida.

Espero muito encontrar na terapia, as respostas para cada um desses pontos tocados por mim.

20 de maio de 2010

Parte 34 - Primeira vitória nos tribunais.

Ano passado em uma de minhas postagens, comentei a respeito de uma conduta, nada agradável por parte de um "certo alguém", que foi meu chefe em outro ecritório que trabalhei.

Transcrevo aqui, parte da minha petição, para que vocês possam ter uma idéia.

" “A agressividade era tamanha que frases como “olha ai o Nhonho” (personagem obeso do seriado Chaves), “gordo faça isso”, “gordinho faça aquilo”, “vou pagar um spa para você gordinho” eram proferidas na presença dos colegas de trabalho e dos clientes em visita ao escritório de advocacia. Jamais o reclamante ouviu do superior hierárquico o seu próprio nome, pois “gordo”, “obeso”, ou mesmo outros apelidos que enfatizavam a sua condição de obeso eram utilizados quando o sócio majoritário solicitava a sua presença ou determinava a realização de serviços”.

Esta semana saiu a sentença em primeiro grau:

Julgo procedente o pedido, para indenizar o autor em XXX salários mínimos por danos morais.

Pois é, não importa o valor, importa que é uma vitória contra o preconceito, uma vitória para os obesos e ex-obesos, pois as pessoas merecem respeito acima de tudo. Provavelmente a outra parte recorrerá, mas até o momento, estou ganhando esta batalha.
Saudações.

7 de maio de 2010

Parte 33 - Roupas são conquistas também.


Não é novidade para ninguém, que eu curto muito uma corrida nos dias de hoje. Nos tempos de obesidade, eu procura me esforçar para caminhar e correr, até me recordo que uma vez, eu consegui correr 2 Kg com 130 Kg.

E como o mundo e a vida da voltas não é mesmo? Nos dias de hoje, se eu procuro praticar uma corrida longa, esses 2 Kg mencionados anteriormente, seriam apenas o aquecimento.

A corrida requer investimento, é necessário um bom calçado para evitar lesões, uma boa roupa e entre outros acessórios. O mercado fitness cresceu muito, investiu muito em running, a cada dia surgem novos produtos, e eu como antenado no assunto, há tempos namorava uma blusa, na verdade uma camisa especial de corrida, ela é de material dryfit, totalmente colada, da marca Nike, que possui uma linha de produtos chamada Nike Pro.

Esperei muito por isso, esperei muito por este momento, mas esperei muito mesmo, muitos n~qo fazem a menor idéia de como isto mexe com o nosso psicológico. Colocar uma roupa dessas é um sonho, é um sonho que eu nem acredito que está sendo realizado.

Voltando no tempo, eu me lembro que quanto maior a blusa, melhor seria a minha imagem, ou melhor, na verdade menos pior eu acho. Usar roupas que marcavam, nem pensar, eu achava ridículo, achava horrível a barriga sendo marcada pela roupa. Hoje não vejo mais esse problema, o que é a nossa imagem nova não é? Hoje eu adoro roupas coladas, justas, curtas etc.

Adoro usar roupas esportivas, e nada como estar em forma para usá-las e sentir bem. Eu diria até que ao escrever este post, estou com a síndrome da música do Ultraje a Rigor - Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim...

Gostaria que cada um sentisse o que eu estou sentido neste momento, é o que eu sempre vou desejar aqueles que estão lutando contra a obesidade.

Saudações.