28 de julho de 2010

Obesidade Mórbida

A obesidade mórbida ocorre, quando o peso de uma pessoa ultrapassa, o valor 40 no índice de massa corporal gorda - (IMC). Para entender como se chega a este índice, basta pegar o peso e dividí-lo pela altura ao quadrado.

Fórmula: IMC =peso / (altura)².

De acordo com o National Institutes of Health (NIH)" - Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.

Os problemas causados pela obesidade são:

Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II; Dislipidemias; DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM(Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE(Acidente Vascular Encefálico) isquêmico; Trombose Venosa com isquemia e necrose pricipalmente de partes distais do corpo, como pés; Hipertensão Arterial; Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e Depressão.

O tratamento mais eficaz, e indicado nos últimos anos para a obesidade mórbida, é a gastroplastia, também conhecida como cirurgia bariátrica (do grego “ baris”,que quer dizer pesado , difícil e “iatrus” que é relativo ao médico).

A obesidade é um problema grave, e de difícil controle em praticamente todas as sociedades modernas. Muitas explicações, baseadas em um grande número de trabalhos científicos, são encontradas em uma vasta gama de publicações médicas, bem como em publicações leigas.

A origem genética vem sendo muito investigada e, de fato, parece ter papel relevante neste complexo mecanismo que resulta em última análise, na tendência e manutenção da obesidade. Entretanto uma pergunta ficará sem resposta, principalmente para os que viveram nos anos 60 e 70: onde estavam os obesos naqueles anos?

Mudamos nossa arquitetura genética nestes 30 anos? Definitivamente não. Mas o que houve então? Abaixo uma pista.

A Criação nos proporcionou o mais eficiente sistema de transformação energética conhecido: O sistema digestório, formado por um reservatório de grande capacidade (estômago), uma superfície altamente eficiente de absorção (intestino) e um conjunto acessório de processamento (fígado e pâncreas). Este sistema foi de importância fundamental no início de nossa caminhada neste planeta, quando precisávamos caçar para obter alimento, enchíamos o nosso reservatório até o máximo, para suportarmos um imprevisível intervalo de tempo até a próxima refeição. Com o passar dos anos, o desenvolvimento tecnológico paulatinamente nos permitiu organizar, cultivar, industrializar e armazenar alimentos, proporcionando alimentação de acordo com nossa vontade. No entanto o nosso sistema eficiente de absorção continuou inalterado. Some-se a isto a grande disponibilidade de alimentos extremamente calóricos nos últimos anos e ainda, transporte motorizado, sedentarismo, principalmente na infância e teremos a mistura de fatores que culminou nesta verdadeira epidemia de obesidade.

O conjunto de fatores citados acima, não exclui o fator genético de maneira alguma, inclusive porque, os nossos genes, necessitam da interação com fatores externos para sua expressão, isto é, quando seus genes determinam um conjunto de características anatômicas e funcionais que resultem em obesidade, será preciso a ação de um fator externo para interação (a comida). Nos países em que a fome é predominante, certamente existem indivíduos potencialmente obesos geneticamente falando, entretanto a impossibilidade de acesso à alimentação adequada impede a expressão da obesidade em seus organismos.

Até o presente momento, a cirurgia bariátrica é o único tratamento eficaz para a obesidade mórbida, sendo suas técnicas, puramente baseadas em adaptação digestiva. Atuamos na adaptação do reservatório (cirurgias de restrição gástrica) e da absorção (cirurgias de desvio intestinal), na tentativa de adequação do sistema digestório à nova realidade, obtendo assim o desejado resultado do emagrecimento.

DR. ANTONIO CLÁUDIO JAMEL COELHO.
CRM-RJ 52.45926-0.

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