3 de janeiro de 2012

Reportagem: Tomógrafo computadorizado para obesos começa a funcionar no Rio

Hospital Carlos Chagas tem o maior tomógrafo do tipo na rede pública. Antes do aparelho, obesos faziam exames em máquinas veterinárias.

O primeiro tomógrafo computadorizado para obesos começou a funcionar no Hospital estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no subúrbio do Rio. É o maior tomógrafo desse tipo de toda a rede pública do Brasil e deve fazer cerca de dois mil exames por mês.

Cid Pitombo é o médico coordenador do programa de cirurgia bariátrica do Hospital Carlos Chagas. Com a tecnologia da videolaparoscopia, um sistema de pinças, grampos e câmeras, ele opera por ano cerca de 200 pacientes obesos, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em um hospital particular, a mesma cirurgia pode custar até R$ 100 mil. O novo tomógrafo suporta até 320 kg e tem o diâmetro 10 cm maior que o convencional. Antes, pacientes de 150 kg que precisavam fazer exames usavam um aparelho semelhante, mas de uso veterinário.


“A gente tinha duas opções: ou deslocava o paciente para algum lugar que pudesse sustentar o peso dele, e era um peso limitado aqui no Rio, no hospital que não tivesse um tomógrafo que sustentasse o peso do paciente, teria que fazer o ultrassom, ou exame físico do próprio médico, levariam a decisão sobre uma cirurgia, com algum tipo de procedimento”, explico o médico.


Sérgio e Rafael, pai e filho, fizeram a cirurgia em 2011. Eles disseram que o aparelho resgata a dignidade dos pacientes que têm problemas de peso.


“Para muitas pessoas é humilhante, você saber que aquilo é usado no veterinário, entendeu? Você passou por uma situação daquela, ter que passar por isso”, explicou o pai.


“Agora não, com esse aparelho lá, que suporta, se não me engano, 350 kg, aí é bem melhor”, disse o filho.

Sérgio foi operado em dezembro e já perdeu 15 kg. Rafael fez o procedimento em abril e perdeu mais de 50. Os dois continuam emagrecendo e fazendo novos planos.


“Antes, a roupa que me escolhia. Agora eu escolho a roupa que eu quero usar” contou Rafael.


“Tem essa possibilidade agora de poder acompanhá-lo, de fazer o que ele gosta, de fazer caminhada. Eu quero acompanhar ele e vou fazer”, revelou Sérgio.


No Hospital Carlos Chagas não há fila para fazer a cirurgia bariátrica. O paciente precisa ter uma indicação de um médico, de qualquer posto de saúde, que vai para a central de regulação de cirurgia bariátrica. Em seguida, será marcada uma consulta no próprio hospital, e, em média de três meses, o paciente já pode fazer a cirurgia.


Fonte:


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/tomografo-computadorizado-para-obesos-comeca-funcionar-no-rio.html

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